quinta-feira, 24 de junho de 2010

Síndrome de Aperger

Personagem Spock do seriado Jornada nas Estrelas

É uma síndrome do espectro autista, diferenciando-se do autismo clássico por não comportar nenhum atraso no desenvolvimento cognitivo ou da linguagem.
O termo foi utilizado pela primeira vez por Lorna Wing em 1981 em um jornal médico, e faz alusão ao pesquisador austríaco, que juntamente com Kranner analisou diferentes facetas do autismo.
Alguns sintomas incluem: dificuldade de interação social, falta de empatia, interpretação literal da linguagem, inquietação com mudanças na rotina, repetição de rituais de comportamento, nível de desenvolvimento cognitivo alto, Interesses específicos com determinadas atividades, padrões de pensamento técnico/lógico extensivo.

O autismo e a educação


Segundo AMA – Associação de amigos do autista, instituição criada em 1983, o autismo é estudado a mais de seis décadas, dentre estes estudos fala-se sobre as diversas manifestações do autismo sendo designados aspectros do autismo que são três os principais, déficit na interação social, dificuldades de linguagem e comportamento. De acordo com o órgão norte-americano center of diease control and prevention o autismo pode ocorrer de duas até seis pessoas em cada1000, isto é uma pessoa em cada 100, estudos apontam que o autismo é mais freqüente quatro vezes mais em pessoas do gênero masculino, no Brasil, porém os estudos ainda não realizaram a freqüência de casos entre os gêneros feminino e masculino, podendo também ter suas causas de origem etiologia diversas (fatores pré, peri e pós-natal, ambiental, infecções etc.) um provável marcador genético.

Comentário: Filme Uma missão especial

No filme “Missão Especial” de 2004 Tem a direção de Gregg Champion, aborda a história de dois meninos que tem autismo. Inicialmente a mãe não entende a doença e leva-os em inúmeros médicos que desconhecem as características do autismo.
O autismo foi comentado pela primeira vez em 1943 por Leo kanner que publicou o trabalho denominado “Alterações Artísticas” baseando em pesquisas e observações oriundas de um grupo de crianças que apresentavam algumas características diferentes diante do desenvolvimento da linguagem, aprendizagem e forma de integras-se com os demais socialmente.
Na história destes dois meninos mostra claramente a idéia que a educação tem sobre as crianças com necessidades especiais educativas, a professora por sua vez não sabe como desenvolver as capacidades dos dois meninos que fazem parte de sua classe, mais uma vez fica evidente que a informação e a busca de conhecer a história dos alunos e buscar subsídios para trabalhar com crianças com NEE ou não são um papel que deve ser desempenado pelo docente.

A Cultura do Planejamento na Função da Docência


A história da educação demonstra para os contemporâneos que a educação sempre foi uma problemática social e motivo elitizante além de excludente.
Na antiguidade, a mulher não podia freqüentar a escola, mais adiante a educação era apenas voltada para os representantes da nobreza, um pouco mais a frente a educação era desenvolvida apenas para o clero e os burgueses.
Hoje pensamos em uma educação para todos, sem dúvida, houve um movimento que caracterizou a educação de excludente para democrática passando a abranger o povo, que teoriza sobre a educação popular, desenvolvida no movimento dos Escolanovistas em meados dos anos ditatoriais, que destaca um dos principais teóricos: Paulo Freire.
Sem dúvida, a escola foi pensada em um contexto não favorável para um ambiente organizado, levantando objetivos, elevando a criticidade e refletindo diante da prática com teoria. Princípios que estão presentes na elaboração do planejamento dentro da função da docência que tem por excelência o dever de diagnosticar, criando situações a serem trabalhadas, e elabora objetivo além de avaliar, de forma construtivista, pois, garante um planejamento democrático e preocupado com a construção do conhecimento juntamente com o aluno e não para ele, como podemos ressaltar na educação tradicional que era caracterizada pela a transmissão de conteúdo desligados do contexto e cultura dos educandos.

Correntes teóricas e sua influência no processo educacional


A escrita foi um marco na história do ser humano passando de ser pré-histórico para ser histórico, que escreve suas experiências e criações contando a sua história. Nos primórdios da civilização a educação sempre esteve presente, influenciando diversas facetas da cultura, como: na religião, relação de poder e entre outros aspectos, na forma de aprender.
A dialética utilizada por Sócrates como forma de troca de conhecimentos, faz um paralelo entre a teoria e a prática, assim pensadores teorizam sobre a educação, mas a prática é ainda mais importante, por este motivo não deve deixar de ser reflexiva. A prática é o início de uma teoria, pois é a partir de uma construção real que teorizamos para embasá-la, dentro do conhecimento científica.
Na era Pós-Moderna a informação, juntamente com as mudanças constantes, torna o novo ultrapassado dentro de um pequeno espaço de tempo. A especulação do conhecimento científico provoca um avanço diante das possibilidades de interagir, informar, criar e recriar o conhecimento, envolvendo-se, aumentando o campo social, que antes, era somente o ambiente domiciliar, para outras formas de convivências e culturas, por este motivo, a educação passa a ser indispensável, visto que a grande diversidade comercial e o direcionamento do ser humano para questões individualistas, fazem com que se perca a capacidade de crítica reflexiva, tornando o individuo incapaz de escolher sozinho ou utilizando critérios coerentes diante dos estímulos que a sociedade impõe diariamente.
GADOTTI, (1995) fala sobre a importância da humanização do ser humano e da transformação social, que está ligada inteiramente à educação, que sem essa interação a transformação passa a ser utópica e não se dará sozinha, mas que, trabalhando com o sujeito de forma integral em sua formação, tornando-o sujeito de sua própria história, poderá ocorrer uma mudança significativa quanto às teorias educacionais.