quinta-feira, 24 de junho de 2010

A Cultura do Planejamento na Função da Docência


A história da educação demonstra para os contemporâneos que a educação sempre foi uma problemática social e motivo elitizante além de excludente.
Na antiguidade, a mulher não podia freqüentar a escola, mais adiante a educação era apenas voltada para os representantes da nobreza, um pouco mais a frente a educação era desenvolvida apenas para o clero e os burgueses.
Hoje pensamos em uma educação para todos, sem dúvida, houve um movimento que caracterizou a educação de excludente para democrática passando a abranger o povo, que teoriza sobre a educação popular, desenvolvida no movimento dos Escolanovistas em meados dos anos ditatoriais, que destaca um dos principais teóricos: Paulo Freire.
Sem dúvida, a escola foi pensada em um contexto não favorável para um ambiente organizado, levantando objetivos, elevando a criticidade e refletindo diante da prática com teoria. Princípios que estão presentes na elaboração do planejamento dentro da função da docência que tem por excelência o dever de diagnosticar, criando situações a serem trabalhadas, e elabora objetivo além de avaliar, de forma construtivista, pois, garante um planejamento democrático e preocupado com a construção do conhecimento juntamente com o aluno e não para ele, como podemos ressaltar na educação tradicional que era caracterizada pela a transmissão de conteúdo desligados do contexto e cultura dos educandos.

Correntes teóricas e sua influência no processo educacional


A escrita foi um marco na história do ser humano passando de ser pré-histórico para ser histórico, que escreve suas experiências e criações contando a sua história. Nos primórdios da civilização a educação sempre esteve presente, influenciando diversas facetas da cultura, como: na religião, relação de poder e entre outros aspectos, na forma de aprender.
A dialética utilizada por Sócrates como forma de troca de conhecimentos, faz um paralelo entre a teoria e a prática, assim pensadores teorizam sobre a educação, mas a prática é ainda mais importante, por este motivo não deve deixar de ser reflexiva. A prática é o início de uma teoria, pois é a partir de uma construção real que teorizamos para embasá-la, dentro do conhecimento científica.
Na era Pós-Moderna a informação, juntamente com as mudanças constantes, torna o novo ultrapassado dentro de um pequeno espaço de tempo. A especulação do conhecimento científico provoca um avanço diante das possibilidades de interagir, informar, criar e recriar o conhecimento, envolvendo-se, aumentando o campo social, que antes, era somente o ambiente domiciliar, para outras formas de convivências e culturas, por este motivo, a educação passa a ser indispensável, visto que a grande diversidade comercial e o direcionamento do ser humano para questões individualistas, fazem com que se perca a capacidade de crítica reflexiva, tornando o individuo incapaz de escolher sozinho ou utilizando critérios coerentes diante dos estímulos que a sociedade impõe diariamente.
GADOTTI, (1995) fala sobre a importância da humanização do ser humano e da transformação social, que está ligada inteiramente à educação, que sem essa interação a transformação passa a ser utópica e não se dará sozinha, mas que, trabalhando com o sujeito de forma integral em sua formação, tornando-o sujeito de sua própria história, poderá ocorrer uma mudança significativa quanto às teorias educacionais.

Paradigmas da educação especial


Vivemos em um tempo que os direitos humanos são o foco das discussões universais. Nações que assumem e buscam resolver à problemática da exclusão.
Os direitos humanos proclamam que todo o ser humano deve ser reconhecido com dignidade, neste processo universalizar, percebido como direito único e exclusivo, além de uma condição de indivinisibilidade, porque os direitos civis e políticos são associados e conjugados aos direitos econômicos, sociais e culturais.
A história mostra que não havia uma preocupação efetiva diante dos direitos humanos, que na verdade, eram inexistente, passando a ser estabelecido pela ONU, exigindo o respeito a todas as pessoas, tornando-a como sujeito de direitos e tratando com respeito suas particularidades. A sociedade reconhece a diversidade e características de cada sujeito, com relação os direitos humanos, declarados, sinaliza a garantia de participação de todos oportunizando formação aos indivíduos, ou grupo social, levando em consideração as suas particularidades.
A formação da identidade é construída e é essencial para o crescimento do sujeito como detentor de direitos, além desenvolver a sua cidadania. A identidade é construída nas relações sociais, no cotidiano e no convívio com os sés pares, vivenciando situações que despertem valores e atitudes estimulando a internalizarão de todos no grupo. A escola é um dos principais espaços, aonde acontecem as relações sociais, desde a infância, constroen-se os parâmetros e desenvolve-se a consciência da cidadania, elevando moralmente e ética.

Integração X Inclusão


A história sempre se organizou criando categorias de pessoas, dividindo-as em grupos econômicos, culturais, físicos entre outros determinando uma sociedade que transforma o ser humano que está incluído neste meio e que por estas pessoas é transformado.
Da mesma forma que os professores e professoras devem entender a história como um processo contínuo de intensas modificações deve entender também a diversidade humana existente na sala de aula, bem como os grupos que compõem a sociedade.
Na sala de aula deve-se interagir com a diversidade dos alunos e alunas de forma a incluir não somente alunos com deficiências sejam físicas ou mentais, mas todos como um todo detentores de direito ao respeito e a igualdade.

3° semestre PDN31


No 3° semestre buscamos construir uma visão reflexiva diante da inclusão de crianças com necessidades educativas especiais.
Analisamos questões diárias dentro e fora da escola, bem como identificar o processo histórico diante da exclusão que é um tema polêmico e que geralmente não é confrontado ou discutido permeando muitas vezes o senso comum.
Neste período o pesquisador e pesquisadora encontrará no blog de Patricia Morini e Eliane Duarte uma outra perspectiva diante do assunto da inclusão, visando o paradigma existente na sociedade , a função do professor e professora na sala de aula, além de elevar questões que causam na prática, ansiedade e preconceitos.

Neste momento a colega Gabriela Aço não participa com relação as postagens.